Emissões Otoacústicas Evocadas (Teste da orelhinha)

Pode ser realizado em adultos e crianças, sendo também conhecido como teste da orelhinha ou triagem auditiva neonatal. Existem dois tipos de emissões: as otoemissões acústicas transientes (EOAT) e as otoemissões acústicas por produto de distorção (EOAPD).

Estes exames são simples, rápidos, indolores e não invasivos. O fonoaudiólogo, através de uma pequena sonda emite alguns estímulos acústicos breves (cliques ou toneburst) de espectro amplo. Estes estímulos abrangem uma gama de frequências, o que permite a estimulação da cóclea como um todo e em frequências especificas. O Exame é objetivo e verifica a atividade mecânica das células ciliadas externas (presentes na cóclea), responsáveis pela amplificação sonora na orelha interna. É considerado de muita relevância na clínica audiológica, pois é bastante sensível e pode detectar algumas alterações auditivas antes mesmo de serem notadas na audiometria.

A partir desses estímulos as células ciliadas externas geram uma resposta auditiva. Esta resposta está presente em 98% dos indivíduos com audição normal (limiares auditivos melhores ou iguais a 35dBNa) para as EOAT e  perdas auditivas entre 45 – 50dBNa para as EOAPD.

O procedimento tem como objetivo principal triar os primeiros sinais de uma possível perda auditiva, para que seja feita intervenção precoce naqueles casos que em que o paciente apresentar falha no exame. Em bebês, por exemplo, é capaz de detectar algum problema auditivo coclear congênito. Já em adultos, ajuda a fechar o diagnóstico pois é um exame que não depende da resposta do paciente, e em conjunto com o resultado da audiometria e do BERA, é possível descobrir se a perda auditiva apresentada é proveniente de alterações cocleares ou retro cocleares. O teste deve ser realizado em ambiente silencioso, com o paciente em sono natural ou apenas quieto, pois qualquer tipo de ruídos ou movimentações são capazes de atrapalhar a captação das respostas.